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Para quem é a dança indiana?

A dança clássica indiana é uma prática saudável e extremamente prazerosa indicada para homens e mulheres.
Por se tratar de uma dança muito peculiar, não é necessário nenhum conhecimento prévio. Também não há limite de idade para o aprendizado. Basta apenas seu maior desejo em manifestar sua energia e força interior através dos lindos gestos que esta dança apresenta.

As aulas incluem prática de dança, onde são ensinados os passos, técnicas de ritmos, expressões, interpretação, envolvimento dos personagens e aprendizado dos mudras (gestos com as mãos como a história é contada).

Há também o estudo da filosofia, espiritualidade, mitologia Hindu e antecedentes da dança clássica indiana.

Uma maneira agradável de ter controle e consciência sobre seu corpo, mente e emoções aliada ao aprofundamento nesta linda cultura oriental.

A dança Indiana e a espiritualidade

Toda a cultura indiana respira espiritualidade. E na dança não podia ser diferente.
O doce som do jogo rítmico dos guizos do hábil dançarino, conjugado com os belos movimentos da dança é capaz de criar grande êxtase e alegria nos corações dos espectadores.
Enquanto as mãos que traduzem histórias de infinita beleza e significados são capazes de enfeitiçar toda a platéia e os transportar para uma viagem na cultura, tradição e espiritualidade deste grande país que a Índia.
Esta arte é considerada ser apreciada até mesmo pelos Deuses.
Portanto, se você procura algo mais do que simples movimento corporal, se você considera sua mente parte integrante do seu corpo e, finalmente, se seu objetivo é unir corpo, mente e espírito...essa é a sua dança.

Gravidade, ritmo e sonoridade - aspectos importantes da dança indiana

Na dança clássica indiana a beleza e graciosidade dos movimentos e a beleza das músicas são inseparáveis. A dança não pode ser pensada sem música.

O bailarino atua como um dos instrumentos musicais que acompanha a orquestra. Por isto, os passos são intensos, produzindo o som que acompanha a batida e entoa o ritmo da música.

São utilizados também, os guizos de dança (Ghoonghroos) um dos mais importantes requisitos de uma bailarina clássica indiana.

Os guizos são utilizados amarrados em cordas nos tornozelos.

O conjunto de guizos é considerado sagrado e representam a Deusa Saraswati (das artes), por isto eles são manipulados amorosamente e só podem ser usados enquanto os bailarinos estão, na realidade, dançando.

Faz parte do protocolo que o bailarino só comece a usar os sinos quando este é oferecido em cerimônia (puja) pelo seu Guru professor, num gesto que o aprendiz está pronto para performances.

Ao contrário dos estilos de dança clássicos Ocidentais que tentam desafiar a gravidade, as danças indianas utilizam o peso e a gravidade estando fortemente ligados à Mãe Terra, a Deusa Bhumi Devi. Os bailarinos indianos executam belos padrões rítmicos tocando ao mesmo tempo a Mãe Terra com a planta dos pés, calcanhar ou pontas dos pés.

Os efeitos musicais e diferentes padrões rítmicos são reforçados e multiplicados pelos passos executados pelos bailarinos com o uso de guizos. Eles são utilizados a fim de destacar o jogo rítmico dos passos do dançarino para o público e os músicos.

Por isso, é de extrema importância que um bailarino clássico indiano seja ao mesmo tempo um excelente músico com sensibilidade pelas exatas e sutis variações rítmicas.

Normalmente os guizos não devem ser compartilhados com ninguém, mas é considerada uma honra e bênção para o estudante de dança, se um professor ou Guru de Dança vesti-los depois reenviá-los de volta para o aluno.

A magia da dança indiana


A dança indiana é uma ótima pedida para aqueles que desejam trabalhar não só o corpo, mas também as emoções. Além disso, a modalidade oriental desenvolve a graciosidade e estimula a concentração, além de encantar quem a assiste. Aperfeiçoada ao longo dos anos, a prática milenar mantém e divulga a cultura hindu pelo mundo, constituindo-se numa verdadeira filosofia de vida, a fim de integrar o corpo, a mente e o espírito, com ensinamentos baseados na verdade universal.


Falando um pouco sobre sua história, a dança indiana, inicialmente, foi criada não só para entreter, mas também para educar o povo, contando a história dos deuses, em meio à muita música, movimentos ágeis e precisos, complementados por expressões fortes, além do visual colorido na maquiagem e nas vestes. Segundo escrituras milenares, a dança foi inventada pelo deus Brahma, o senhor da criação, que retirou cada componente dos livros sagrados hindus, os Vedas: a música do Sama Veda; a poesia e a prosa, do Rig Veda; o gestual e a maquiagem, Yajur Veda e a representação dramática, do Atharva Veda. Sendo assim, a dança é considerada pelos orientais como sendo perfeita.


Variando de acordo com os costumes de cada região, a dança clássica indiana se divide em sete estilos: bharathanatyam, kathak, odissi, manipuri, kathakali, mohiniyattam e kuchipudi.


Por ser muito completa, ela exige um tempo grande de aprendizagem, mas vale a pena experimentar, pois são muitos os seus benefícios. Por ser uma atividade aeróbia, a dança indiana favorece o funcionamento do coração e aumenta a capacidade pulmonar, bem como exige uma postura correta, ajudando a alinhar a coluna e, assim, trazendo equilíbrio à estrutura óssea. Isso no campo físico. No emocional e mental, aprende-se muito sobre os sentimentos, possibilitando que se identifique sua origem e saiba como controlá-los, através do pensamento e da respiração. A concentração também é outro elemento indispensável nessa arte, revelando-se como grande educadora da mente. E uma de suas principais lições é o de vivenciar o presente. Mas não de forma superficial, mas sim, com toda observação e calma, sem ficar remoendo o passado e nem pensando no que pode vir a acontecer no futuro. Por isso, a dança é ótima para trabalhar a ansiedade que, em alguns, é quase que constante.
Se você é apaixonada por dança, essa é uma ótima opção de modalidade para experimentar!


fonte: Ana Elisa Arnold

http://marciapeltier.ig.com.br/home.asp?id=2181

A dança indiana

Na arte indiana não há separação entre dança e teatro.
É preciso incorporar o personagem e inspirar o público através de histórias das divindades da cultura indiana.

A coordenação é o grande segredo da dança indiana. É ideal para quem quer cuidar do corpo de maneira integrada, já que é um exercício que envolve movimentos da cabeça, pescoço, olhos, pés, braços, mãos, etc. Para coordenar todos estes movimentos adicionando expressões, sentimentos e gestos com as mãos que a dança requer, o praticante deve estar com a mente em completo equilíbrio e silêncio, o que torna a dança indiana uma verdadeira arte da meditação.

Para uma boa performance é necessário não apenas uma boa base dos passos, mas o domínio dos antecedentes da história da dança indiana, a compreensão e a importância da música, mitologia e espiritualidade indiana. Por isto o intérprete é treinado não só para dançar, mas também para transmitir o diálogo intenso com a linguagem corporal, os gestos (Mudras) e expressões faciais, onde a história é contada.

Dança Indiana Kuchipudi

Sendo uma das sete principais formas de dança clássica da Índia, o Kuchipudi na sua originalidade é o único estilo que incorpora todos os três elementos de dança pura (Nritta), dança expressional (Nritya), de dança teatro (Natya) e dá a mesma importância aos quatro aspectos de expressão: corpo, fala, traje & maquiagem e expressões faciais (Angikabhinya, Vachikabhinaya, Aharyabhinaya & Sattwikabhinaya).